Os destaques do blog
Livros
15 set 2016 • Por Giu Menezes

Como Eu Era Antes de Você, de Jojo Moyes

Eu acho que comentei já no Instagram (@lendocomagiu e @giulianamenezes já me segue??) que eu tinha um preconceito besta com esse livro e com a autora. Sei lá, sou do tipo que julga um livro pela capa e a original desse não me despertava interesse nenhum. Nem os comentários de algumas pessoas sobre a história, sendo que eu nem sabia direito qual era o enredo. Sou meio orgulhosa, mas tem vezes que eu adoro e fico feliz quando pago com a língua!

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Comecei a me interessar mais pela história de “Como Eu Era Antes de Você” depois de ter assistido ao trailer do filme no começo do ano. E achei que parecia bem mais interessante do que o que eu imaginava ser. Aí fui atrás. Não consegui ler o livro antes de assistir ao filme (eu poderia simplesmente não ter ido ao cinema e ter esperado para assistir depois de ler, mas as amigas chamando e a ansiedade/curiosidade falando mais alto me impediram hahaha), mas o filme já me encantou muito e me deu mais vontade de ler. Já tinha começado, então só continuei devorando a história.

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Sinopse

Louisa Clark não tem muitas ambições na vida. Aos 26 anos ela está feliz com seu emprego de garçonete e namorando Patrick, um atleta viciado em seu corpo e que não dá tanta atenção a ela, mas tudo bem. Só que o café fecha e Lou fica sem emprego. Depois de várias tentativas, ela acaba na mansão dos Traynor para cuidar de Will, uma rapaz de 30 e poucos anos, antes apaixonado pela vida, agora um tetraplégico mal-humorado que não faz questão nenhuma de ser simpático ou educado com ninguém – muito menos com Lou.

Depois dos primeiros dias, Lou tem certeza de que não vai dar conta do trabalho e que Will a acha burra e idiota. Porém, com Treena, sua irmã, saindo de casa para a faculdade, Lou sabe que tem que ajudar os pais com alguma renda e, para falar a verdade, ela ganha bem pelo emprego que tem. À medida que os dias vão passando, Lou tenta trazer um pouco de cor à vida cinza de Will – e isso não só metaforicamente falando, já que seu guarda-roupa colorido faz toda a diferença quando chega à casa dos Traynor. Junto com Nathan, o enfermeiro de Will, ela vai conseguindo entender aos poucos as necessidades e os pensamentos de Will. Até um dia que escuta uma conversa entre a família de Will sem querer e entende qual é o papel dela na história.

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Primeiro, ela decide abandonar o emprego. Depois Lou pensa melhor e tenta mostrar para Will no pouco tempo que tem, motivos para continuar por perto e ver que vida, mesmo tetraplégico, pode ser boa. A amizade entre os dois vai crescendo e evoluindo até o ponto que nenhum dos dois sabe o que fazer. Ao mesmo tempo, a autora traz a realidade de alguém que vive dependendo dos outros e com uma saúde frágil: Will precisa de assistência todo o tempo e sempre faz visitas ao hospital. Do outro lado da história, temos a relação frágil da família de Lou: enquanto ela trabalha e faz de tudo para ajudar em casa, a preferência dos pais por Treena é nítida, ainda que a irmã mais nova tenha engravidado cedo e deixado a faculdade de lado. Para completar a mistura, temos Patrick que, nitidamente, está mais interessado em sua vida do que em dar qualquer tipo de atenção para a namorada. Pelo menos até perceber a influência de Will na vida de Lou.

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Apesar de já ter assistido ao filme (e de já imaginar o final dos dois, ainda que não imaginava como isso ia acontecer), o livro me surpreendeu muito mais. Como de se esperar, é muito mais denso e intenso, colocando muitas emoções à flor da pele – inclusive a parte do choro. Acho, sinceramente, que eu ando muito sensível em relação a livros, hahaha. Não quero contar o desfecho, mas o livro levanta um assunto bastante polêmico que, talvez, eu escreva sobre mais para a frente. Ainda assim, independente da crença e opinião de cada um, a história é linda e emocionante!

O que você achou do livro? E do filme, já assistiu?

Beijos! =)

Livros
14 set 2016 • Por Giu Menezes

Lola e o Garoto da Casa ao Lado, de Stephanie Perkins

Já adianto, de todas as garotas da Stephanie Perkins (Anna, Lola e Isla), Lola é minha menos preferida, mas ainda assim a história de “Lola e o Garoto da Casa ao lado” é engraçada, cheia de coisas óbvias para nós, leitores, e que ela demora para enxergar e que vale a pena ser lida.

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Lola em “Lola e o Garoto da Casa ao Lado”

Lola é uma garota de 17 anos nada comum: não acredita em moda, mas sim em trajes e é uma ótima designer e costureira. Ela mesma faz suas roupas – trajes – e adota o estilo punk rock. Tanto, que quer ir ao baile de inverno vestida de Maria Antonieta, mas sem largar seus coturnos. Vive em uma casa no meio de São Francisco com seus dois pais, Andy e Nathan, que, pela natureza que faz pais serem pais, não aprovam o namorado da menina. O fato de Max ter 22 anos contribui muito para isso e os dois não fazem a mínima questão de esconder seu descontentamento. Lola ainda trabalha no cinema perto de casa e tem algumas amizades interessantes por lá…

Tirando isso, até que vida vai bem, obrigada. Até o retorno dos gêmeos Bell à casa vizinha. Durante anos Lola ficou tranquila após a partida da família Bell para acompanhar a carreira de ginástica de Calliope, mas agora ela e seu gêmeo, Crickett, estão de volta não apenas à cidade, mas à rua, à casa ao lado. Lola congela e deseja que isso não esteja acontecendo pois, após um episódio por volta de seus 10 anos, ela nunca mais pôde olhar na cara de nenhum dos dois.

Sentimentos que retornam e o encontro inevitável de Lola e Crickett que provoca novas sensações na garota. É óbvio que ela sabe que Max é o cara de sua vida, mas essa nova versão do gêmeo Bell tem surpreendido Lola e eles voltam a se aproximar, como velhos amigos que nunca deixaram de se falar. Esse fato não passa longe nem de Max, nem de seus pais, que apoiam essa aproximação mais do que tudo, nem da irmã de Crickett, Calliope e é aí que mora todo o medo de Lola – o que a gêmea ginasta vai fazer com ela?

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A narrativa da Stephanie Perkins é super gostosa e a leitura flui muito fácil. Apesar de dizer que Lola é minha menos preferida, não significa que eu não tenha gostado do livro – longe disso. Mas acho que o drama adolescente que a envolve é maior do que os outros e, talvez, eu tenha lido um pouco depois dessa minha fase, hahaha. Ainda assim é um livro que vale a pena ter na estante. Além disso, tem uma lógica caso você leia na sequência de publicação: Anna, Lola e Isla. As histórias são independentes, mas elas se relacionam de certa forma e é sempre legal quando isso acontece, porque você mata as saudades de personagens queridas.

Dessa vez a ação tem vez em São Francisco, nos EUA, e, para quem leu “Anna e o Beijo Francês” um pouco antes de Lola, dá sim para imaginar quem aparece na história! Lola é atrapalhada, mas divertida e imaginar os figurinos dela é uma diversão completamente à parte do livro! Sério, deveriam fazer um filme só por conta das roupas! haha

O que vocês acharam da Lola? Gostaram?

Beijos! =)