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13 out 2016 • Por Giu Menezes

Os meses coloridos na prevenção contra o câncer

Setembro, outubro e novembro são meses coloridos, vamos dizer assim. Cada um tem uma campanha de prevenção e é representado por uma cor. Considerando que todos eles buscam uma forma de chamar a atenção das pessoas para prevenir tipos diferentes de câncer, achei que um post único cabia bem para ilustrar e falar um pouco sobre o assunto.

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O #setembrodourado é voltado para a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil. Claro que descobrir o quanto antes a doença é essencial em qualquer idade, mas a situação das crianças é um pouco diferente. Uma vez meus médicos me explicaram que câncer de criança é câncer de crescimento, ou seja, a maior parte do diagnóstico infantil tem a ver com essa fase mesmo. Vamos pegar como exemplo o osteossarcoma, que é o que eu conheço mais: apesar de ter tido com 19 anos, eu ainda estava em uma fase que poderia desenvolver novas células de crescimento e quem sabe, chegar aos meus sonhados 1,70m (só que não, hahaha) – coisa que não aconteceria com um adulto. Por conta dessa peculiaridade, em muitos casos o câncer infanto-juvenil avança rápido demais e, quando descobrimos, não temos muito o que fazer, daí a importância do diagnóstico precoce.

Por isso, temos sempre que prestar atenção aos sintomas que as crianças possam apresentar: uma febre que não vai embora nunca, mas não está relacionada com gripe ou doenças corriqueiras, dores, manchas pelo corpo e inchaços que nunca somem. Qualquer um desses sintomas podem ser (mas não necessariamente são) um indício de um câncer, então não custa levar a criança até um médico para fazer exames, certo? Pelo sim ou pelo não, se sair sem nenhum diagnóstico grave, pelo menos tiramos o peso da consciência!

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A campanha do #outubrorosa já é voltada para a prevenção do câncer de mama. Esse é o tipo que mais mata mulheres por ano, quando falamos em câncer, e tem grandes chances de cura, se descoberto no começo. O auto-exame é o modo mais fácil de começar a identificar se algo está errado. 5 minutinhos do seu dia, no banho, já são suficientes para dar uma checada nos seios e ver se está tudo bem. Ninguém conhece seu corpo como você mesma, e qualquer nódulo estranho vai chamar sua atenção. Além disso, todas as mulheres sabem que devem se consultar com seu ginecologista pelo menos uma vez por ano e, com isso, fazer exames de rotina que incluem ultrassom das mamas e mamografia, a partir dos 40 anos. Não dói nada e pode evitar algo muito pior.

Sabemos que o câncer de mama impacta muito nas mulheres, além da doença. Sem contar o fato da quimioterapia e da perda de cabelos, que acaba tirando o chão de muita gente, não só das meninas, muitas delas acabam tendo que fazer a remoção das mamas, pois o tumor pode estar grande ou agressivo o suficiente para ser contido pelos medicamentos. E a maioria dessas situações poderia ser evitada se fizéssemos aqueles 5 minutinhos no banho de auto-exame. Por isso, você, mulher, não se esqueça disso. E você, marido, namorado, filho, irmão, não custa dar uma lembrada nas mulheres da sua vida, não é?

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Por fim, o #novembroazul fala da prevenção do câncer de próstata. Não sei se esse ainda é o tipo que mais mata homens, mas é um dos que abrange certos tabus. A tecnologia e a medicina evoluíram muito, então o câncer de próstata consegue agora ser diagnosticado por outros meios além do exame de toque, mas ainda assim esse não é indispensável em alguns casos. O que mais acontece mesmo é que a maioria dos homens ainda evita consultas ao urologista, quando isso não tem nada demais e pode salvar muitas vidas. A partir dos 40 anos também, a ida ao médico anualmente é fundamental para evitar que, em caso de diagnóstico positivo, esse seja tardio demais.

Obviamente aqui estamos comentando de três tipos específicos de câncer que as campanhas abrangem e, a prevenção contra a maioria dos tipos da doença é mais do que válida. Contra o câncer de pele, protetor solar; contra o de pulmão, evitar cigarros. A diferença é que alguns tipos de câncer são “adquiridos”. Óbvio que a pessoa pode ter uma predisposição para desenvolver, mas muito do estilo de vida conta. Já no caso do câncer infanto-juvenil, de mama e de próstata, nada está relacionado à rotina do dia-a-dia; eles geralmente aparecem por predisposição genética da pessoa mesmo – pelo menos isso foi o que sempre me explicaram.

De qualquer forma, não importa a cor, a idade ou o sexo: o que é realmente importante é que as campanhas tem ganhado cada vez mais força e as pessoas estão se conscientizando a fazer exames e check-ups cada vez mais. E, assim, conseguimos combater e vencer essa doença tão chata, que na maioria das vezes, tem muitas chances de cura.

E você, já fez seus exames esse ano?

Beijos! =)

Livros
11 out 2016 • Por Giu Menezes

O Mar de Monstros, de Rick Riordan

Esse é o segundo livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos” e pode conter spoilers do primeiro. Para ler a resenha de “O Ladrão de Raios”, clique aqui.

Depois de descobrir que é um semi-deus – filho de um deus grego e uma humana – e que seu pai não basta ser um deus, mas é Poseidon, um dos três grandes; de ter um ano maluco em que foi perseguido por monstros que jamais imaginava existir;  de ter sido acusado de roubar o raio-mestre de Zeus e; de sua expedição até o Hades ter terminado por lá mesmo, Percy Jackson acha que pode voltar a ter um pouco de normalidade, iniciando um ano em mais uma escola nova. Mas ele deveria saber que as coisas não seriam tão fáceis assim.

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Sonhos de semi-deuses costumam ser avisos sobre coisas que podem estar acontecendo ou que vão acontecer e, em um dia, Percy acorda depois de um sonho maluco em que seu melhor amigo, o sátiro Grover, está fugindo de alguma coisa aterrorizante e ele não pode parar por nada. Percy não via Grover há mais de um mês, desde que o amigo saíra sozinho em uma missão da qual nenhum sátiro jamais voltara.

Quando volta ao Acampamento Meio-Sangue, carregado de sonhos e de um convidado bem inusitado que Percy ainda não descobriu sua relação com ele, os campistas descobrem que o pinheiro de Tália está morrendo e isso pode prejudicar toda a proteção do acampamento. A única solução encontrada é partir em busca do Velocino de Ouro, o único artefato mágico que pode recuperar o pinheiro e a proteção do local, pelo Mar de Monstros – que o nome já define bem o que eles encontrarão por lá. Isso somado ao desaparecimento de Grover, que Percy acredita estar relacionado ao envenenamento da árvore e a Luke Castellan, o semi-deus filho de Hermes que se voltou contra o Ollimpo.

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De todos os livros da séries “Percy Jackson e os Olimpianos”, esse foi o que menos gostei. Achei cansativo, muita leitura e pouco acontecimento, tanto que alguns fatos não gravaram na minha cabeça e quando fui lendo o resto da série, precisava voltar se referenciavam algum momento de “Mar de Monstros”. Não sei, acho que nesse livro o autor deu uma viajada, mas ainda assim não dá pra largar sem saber o que vai acontecer no final. Acredito que a trama que envolve a série toda é o que mais prende, por isso continuei lendo para saber o que acontecia, afinal, pular o segundo livro de uma série de cinco não dá, né? haha

Apesar de estar um ano mais velho, Percy parece mais novo que no primeiro. Mais inconsequente, mais desesperado e sem prestar atenção às pessoas a sua volta. O fim é surpreendente, mas me incomodou um pouco porque eu não esperava que isso acontecesse, devido a toda história que criaram por trás dessa personagem específica. Lembro de ter lido esse livro em um ritmo mais lento que os outros da série – e eu li duas vezes. Ainda assim, a escrita do Rick Riordan é leve e acaba fluindo bem, sem ficar cansativa.

O que vocês acharam desse livro?

Beijos! =)