Livros
14 set 2016 • Por Giu Menezes

Lola e o Garoto da Casa ao Lado, de Stephanie Perkins

Já adianto, de todas as garotas da Stephanie Perkins (Anna, Lola e Isla), Lola é minha menos preferida, mas ainda assim a história de “Lola e o Garoto da Casa ao lado” é engraçada, cheia de coisas óbvias para nós, leitores, e que ela demora para enxergar e que vale a pena ser lida.

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Lola em “Lola e o Garoto da Casa ao Lado”

Lola é uma garota de 17 anos nada comum: não acredita em moda, mas sim em trajes e é uma ótima designer e costureira. Ela mesma faz suas roupas – trajes – e adota o estilo punk rock. Tanto, que quer ir ao baile de inverno vestida de Maria Antonieta, mas sem largar seus coturnos. Vive em uma casa no meio de São Francisco com seus dois pais, Andy e Nathan, que, pela natureza que faz pais serem pais, não aprovam o namorado da menina. O fato de Max ter 22 anos contribui muito para isso e os dois não fazem a mínima questão de esconder seu descontentamento. Lola ainda trabalha no cinema perto de casa e tem algumas amizades interessantes por lá…

Tirando isso, até que vida vai bem, obrigada. Até o retorno dos gêmeos Bell à casa vizinha. Durante anos Lola ficou tranquila após a partida da família Bell para acompanhar a carreira de ginástica de Calliope, mas agora ela e seu gêmeo, Crickett, estão de volta não apenas à cidade, mas à rua, à casa ao lado. Lola congela e deseja que isso não esteja acontecendo pois, após um episódio por volta de seus 10 anos, ela nunca mais pôde olhar na cara de nenhum dos dois.

Sentimentos que retornam e o encontro inevitável de Lola e Crickett que provoca novas sensações na garota. É óbvio que ela sabe que Max é o cara de sua vida, mas essa nova versão do gêmeo Bell tem surpreendido Lola e eles voltam a se aproximar, como velhos amigos que nunca deixaram de se falar. Esse fato não passa longe nem de Max, nem de seus pais, que apoiam essa aproximação mais do que tudo, nem da irmã de Crickett, Calliope e é aí que mora todo o medo de Lola – o que a gêmea ginasta vai fazer com ela?

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A narrativa da Stephanie Perkins é super gostosa e a leitura flui muito fácil. Apesar de dizer que Lola é minha menos preferida, não significa que eu não tenha gostado do livro – longe disso. Mas acho que o drama adolescente que a envolve é maior do que os outros e, talvez, eu tenha lido um pouco depois dessa minha fase, hahaha. Ainda assim é um livro que vale a pena ter na estante. Além disso, tem uma lógica caso você leia na sequência de publicação: Anna, Lola e Isla. As histórias são independentes, mas elas se relacionam de certa forma e é sempre legal quando isso acontece, porque você mata as saudades de personagens queridas.

Dessa vez a ação tem vez em São Francisco, nos EUA, e, para quem leu “Anna e o Beijo Francês” um pouco antes de Lola, dá sim para imaginar quem aparece na história! Lola é atrapalhada, mas divertida e imaginar os figurinos dela é uma diversão completamente à parte do livro! Sério, deveriam fazer um filme só por conta das roupas! haha

O que vocês acharam da Lola? Gostaram?

Beijos! =)

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