Livros
24 out 2016 • Por Giu Menezes

Espada de Vidro, de Victoria Aveyard

Esse é o segundo livro da série “A Rainha Vermelha”. Para ver a resenha do primeiro, clique aqui.

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“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”

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Sinopse

Depois de se passar por uma prateada, de se juntar à Guarda Escalarte, de se envolver não com um, mas com os dois príncipes de Norta e de ser traída por um deles, Mare consegue fugir do palácio e ainda leva Cal a tiracolo. Um prateado no meio dos revolucionários é um perigo, mas não havia como deixar o príncipe exilado, acusado de matar o próprio pai, para trás. Mare sabe que Maven vai caçar os dois e a segurança de Cal importa tanto quanto a dela. Junto à Farley, Kilorn e outros membros da Guarda, eles são levados para um lugar seguro, longe do alcance de Maven, mas não por muito tempo.

Mare está ciente de que o novo rei tem a mesma lista que ela: vermelhos com poderes prateados espalhados pelo país, que podem nem saber ainda de seus poderes. Enquanto ela quer salvá-los, Maven quer destruí-los, para que mais ninguém saiba de sua existência. Em uma corrida contra o tempo, a garota elétrica consegue poucos, mas bons aliados, inclusive Cal, que não se entrega à causa vermelha, mas nutre o desejo de vingança contra o irmão e a mãe dele, a impiedosa rainha Elara. Além disso, a relação do príncipe e de Mare não é tão bem esclarecida assim, no entanto, um não consegue deixar o outro, ao mesmo tempo que Mare não consegue se desligar do garoto que Maven era – ou fingia ser. Em busca dos sanguenovos desconhecidos, eles tem que se esconder do reino enquanto treinam e planejam o recrutamento desses vermelhos superpoderosos. Mas a que preço da sua sanidade, Mare vai conseguir se manter entre a linha tênue do que é necessário fazer e do que pode torná-la o monstro que Maven diz que ela é?

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Se em “A Rainha Vermelha” eu demorei umas 100 páginas para engatar a história e entender o que estava acontecendo, em “Espada de Vidro” a pegada foi totalmente diferente! O livro praticamente voou para mim, quando me dei conta já estava no fim! Um capítulo mais emocionante e mais instigante que o outro. Cenas que eu imaginava que aconteceriam mais para o final, foram aparecendo no meio e surpreendendo cada vez mais. Além disso, achei que neste livro o lado escuro das personagens foi mais explorado, sem ficar nas entrelinhas – quem era ruim, começou a se mostrar pior, e os bonzinhos trouxeram seu lado sombrio à tona também.

A narrativa ainda é da perspectiva de Mare, em primeira pessoa, e a história ainda gira na revolução, sem se apegar muito ao romance. Apesar de agora ter mais cenas que despertam sentimentos, dá para entender o afastamento e as reações de algumas personagens. Nem chega a dar raiva como aconteceria em outros livros, haha.

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Não vejo a hora de ler o terceiro, porque o final do segundo foi algo que eu jamais imaginava, ou esperava que fosse acontecer! Aliás, acho que ninguém, no caso! “King’s Cage” tem previsão de estreia simultânea no Brasil e nos EUA para fevereiro de 2017. Dá para adiantar o relógio?

O que vocês acharam?

Beijos! =)

Livros
18 out 2016 • Por Giu Menezes

Anjo Mecânico, de Cassandra Clare

“As Peças Infernais” é uma outra série sobre os Caçadoras de Sombras de Cassandra Clare. Ela se passa na Londres Vitoriana, no ano de 1878 e, apesar de ser outra série, outras personagens e outras histórias, não dá para ler e não encontrar relações com “Os Instrumentos Mortais”. Na verdade, o interessante é ler na ordem de publicação dos livros, intercalando as duas séries, pois assim vamos descobrindo pessoas e acontecimentos passados que justificam e explicam alguns do presente…

Portanto, se você ainda não leu “Cidades dos Ossos“, “Cidade das Cinzas” e “Cidade de Vidro“, nem continua lendo essa resenha para não ter spoilers! 😉

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O primeiro livro da série é “Anjo Mecânico”, nossa resenha de hoje.

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Sinopse

A história começa com Tessa Gray se mudando de Nova York para Londres, depois da morte da tia, com o objetivo de encontrar seu irmão, Nate. Chegando lá, ela é raptada pelas Irmãs Sombrias que a fazem explorar um poder que ela nem sabia que tinha. Depois de uma incursão dos Nephilim ao covil das bruxas, Tessa é resgatada por Will Herondale, um caçador de sombras menor de idade, prepotente, que acha que é o melhor guerreiro de todos (alguma semelhança com outro caçador de sombras que vocês conhecem? haha). A menina é levada para o Instituto de Londres, onde é acolhida por Henry e Charlotte Branwell, diretores do Instituto. Lá, ela também conhece o doce Jem Carstairs, parabatai de Will e um caçador frágil, aterrorizado por uma doença incomum.

Enquanto estão no Instituto, os Nephilim e Tessa descobrem que as Irmãs Sombrias trabalham para alguém chamado Magistrado, que deseja o fim dos filhos do Anjo. Além disso, parte desse plano é o casamento de Tessa com o Magistrado e, para forçá-la a fazer o que ele deseja, ele mantém Nate como refém. Tessa, Will e Jem, junto com os outros moradores do Instituto partem em uma caçada a fim de descobrir quem é esse Magistrado e como ele planeja acabar com os Nephilim. E, mais importante, o porquê ele precisa tanto da menina para isso.

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“Anjo Mecânico” já é envolvente desde o primeiro capítulo, mas quanto mais você lê, menos quer largar o livro, haha. Começando pelo fato de passar em uma Londres histórica, conhecemos muito da história dos Caçadores de Sombras que ainda não tínhamos visto na primeira série. Vemos também os antepassados das personagens que já conhecemos e até aparecem algumas que estamos familiarizadas, como o eterno e irresistível Magnus Bane.

Will e Jem são os melhores amigos que sempre quisemos ter, pouco vistos em livros – talvez uma amizade parecida seja a de Jace e Alec, mas no caso das personagens de “Anjo Mecânico” parece que a amizade vai muito além do sentido literal da palavra. Os dois são cativantes à sua maneira: enquanto Will é prepotente, dono da razão e adora se jogar de cara ao perigo para proteger quem ama, Jem é mais calmo, mais ponderado e mais cuidadoso. Ele esconde um segredo e uma doença delicada, que poucos conhecem ou entendem. Quando falamos de escolher seu preferido, eu não sei até hoje qual dos dois me encanta mais, hahaha 😉

As outras personagens da história são igualmente importantes, como Charlotte, que traz o peso de uma família importante e os meninos Lightwood, que te dão outra visão sobre essa família centenária. Tessa é o ponto principal da história, pois sua origem é completamente desconhecida, além de ela ser uma feiticeira única, com todas suas peculiaridades. Vou repetir, não dá nenhuma vontade de deixar o livro de lado sem querer saber o que vai acontecer no próximo capítulo!

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Para quem ainda não leu as séries, ou tem curiosidade qual sequência deve ler, segue abaixo. Vale dizer que eu li toda a série de “Os Instrumentos Mortais” para depois ler “As Peças Infernais” e, apesar de saber que teria mais surpresas lendo na ordem abaixo, isso não estragou a história para mim.

Cidade dos Ossos
Cidade das Cinzas
Cidade de Vidro
Anjo Mecânico
Cidade dos Anjos Caídos
Príncipe Mecânico
Cidade das Almas Perdidas
Princesa Mecânica
Cidade do Fogo Celestial

Vou, inclusive postar as resenhas nessa ordem, para deixar no clima 😉

Beijos! =)