Moda e Beleza
30 dez 2015 • Por Giu Menezes

Look da Giu: Natal!

Já estamos pensando nas festas de Réveillon (amanhã já é dia 31, que isso!), mas eu não podia deixar de postar aqui o look que usei no Natal semana passada. Primeiro, porque eu gostei, hahaha. Segundo porque pode ser uma ideia de Ano Novo também, já que a gente tem variado mais nas cores da virada.

Ganhei o vestido do meu noivo, de Natal (trocamos os presentes antes da viagem e vocês sabem que eu não me aguento com roupa nova, hahaha), e já usei porque ele é bem soltinho, lá em Boituva é quente pra caramba e foi uma opção certeira! Ele é da Maria Filó, encontrado na Dafiti. Eu amei essa estampa, mesmo não sendo nada parecido com o que estou acostumada a usar. Decidi que precisava dar uma renovada no meu guarda-roupa e esse vestido veio em boa hora! A sandália rasteira é bem antiga já, clima de praia, da Arezzo. A pulseira é da Vivara e o anel da Morana.

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Detalhes

Tudo bem leve, porque era algo bem sossegado na casa dos meus tios e realmente estava muito calor, então nem relógio eu quis colocar pra não ficar grudando, sabem? haha

E aproveitando, postei esse look no Instagram e no Snapchat (já me seguem? giulianamenezes nos dois!) que foi o escolhido para ir dirigindo até Boituva. Bem básico, do jeito que eu gosto: simples e confortável, haha. Bata da Siberian, shorts da Hering, alpargata que já tá saindo andando sozinha de tanto que uso e que não sei a marca, bolsa Michael Kors e óculos Ray Ban!

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To aqui pensando e é bem capaz de eu usar algo parecido com esse segundo look para o Réveillon amanhã… hahaha

Beijos! =)

Vamos Falar Sobre
29 dez 2015 • Por Giu Menezes

Sobre sermos pais dos nossos pais (e avós)

Ontem li um texto muito interessante sobre não estarmos preparados para sermos pais dos nossos pais, e como isso acontece naturalmente, mesmo que nós não achemos que seja a ordem natural das coisas. Apesar de eu ainda não me sentir muito mãe da minha própria mãe (apesar de dar umas broncas nela quando ela apronta… Imaginem como serei com os meus filhos? haha), eu vejo e a ajudo a tomar conta da sua “nova filha mais velha”, a minha avó.

Para contextualizar um pouco, desde os meus 11 anos moramos eu, minha mãe e minha avó na mesma casa, e nessa época minha avó tinha seus 67 anos (meus tios, irmãos da minha mãe, moram em outras cidades, mas estão sempre ligando e/ou visitando!). Ela sempre foi e ainda é muito ativa, gosta de cuidar da casa, cozinha, lava, passa e mais um pouco, mas a idade chega, né? Minha avó não tem nenhum problema de saúde, o colesterol dela é melhor que o da minha mãe e um dia passeando no shopping me cansa mais rápido do que a ela. As únicas coisas que pegam são o câncer de pele, que fez com que ela tivesse que retirar um olho, e o problema de audição que de fato, faz parte.

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Mami, vóinha e eu fazendo o que fazemos de melhor: comendo 😀

Eu sei que quem ler esse texto pode achar um exagero o que vou falar, mas a maioria não mora com pessoas de mais idade, apenas visita aos finais de semana e férias, e acreditem, é uma diferença enorme. Não estou reclamando, longe disso, mas a minha experiência me permite ver as coisas acontecerem mais de perto. É um cuidado maior: é se preocupar se ela está comendo, porque já não sente mais tanta fome (mas os biscoitos de polvilho praticamente somem aqui em casa, hahaha); é não deixar subir em escadinhas ou banquinhos para regar as plantas (que são muitas, quase moro em uma floresta) com receio de que possa cair; é falar com calma uma, duas, três vezes para que escute e entenda, porque agora isso são coisas completamente diferentes; é lidar com uma teimosia porque na cabeça dela, ela ainda é a mãe de todos aqui e tem que fazer as coisas do jeito dela, mas às vezes parece que ela esquece que apesar de estar bem, ela tem sim algumas limitações.

Quando recebemos a notícia de que ela precisaria retirar a órbita do olho por conta do tumor de pele, foi um susto e um desespero ao pensar em como ela se acostumaria. No final, percebemos que ela já não enxergava tanto assim com o olho comprometido e se adaptou melhor do que todo mundo esperava. A questão da audição não muda muito, ela tem um tímpano estourado desde criança e o outro ouvido foi perdendo conforme a idade, então a solução foi um aparelho auditivo (que inclusive acabaram de ligar aqui em casa da fonoaudióloga perguntando sobre o aparelho. Viu como não tem como escapar?) que ela também se adaptou super bem.

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Beijos pra você que ganhou um abraço da Minnie também hahaha

De resto, é claro que às vezes ela demora pra entender alguma coisa, tem vezes que esquece algumas datas, mas nada preocupante. Quer dizer, ano passado ela foi para Orlando com a gente e adorou. Foi em algumas montanhas-russas e fala toda hora que não vê a hora de voltar, haha (eu também, vó!!). E sim, ela ainda se preocupa muito aqui em casa – se minha mãe demora para chegar do trabalho, “por que ela tá demorando?”; se eu saio à noite, “leva blusa pra não pegar resfriado”, se meus tios estão viajando “mas é longe esse lugar que eles foram?” e coisas do tipo. Acaba sendo engraçada essa troca de preocupações, dela conosco e nossa com ela, mas acho que faz parte dessa nova rotina mesmo.

Pode ser que a gente não pense muito agora, principalmente quem é mais novo, mas é inevitável que em algum momento vamos virar pais dos nossos pais e não sabemos como lidar com isso – e nem eles, principalmente. Não existe uma fórmula mágica, não é da mesma forma como criamos e cuidamos dos nossos filhos e pode chegar a ser mais dolorido, afinal você tem que dar apoio para quem antes te dava colo. Mas enquanto eles e nós estiveremos por perto, por que não tentar, certo?

Beijos! =)