Moda e Beleza
30 nov 2015 • Por Giu Menezes

Testei: Fake Up da Benefit e Studio Finish Concealer da MAC

Oi gente, como vocês passaram de fim de semana? O meu foi bem agitado, viajando no sábado para o aniversário do meu primo, voltando no domingo a tempo de chegar para um compromisso na hora do almoço… Mas deu tudo certo, ainda bem! A única coisa que não acompanha muito essa correria toda são minhas olheiras. Tenho olheiras bem aparecidas e, nessa pele branca cor de neve, parece que elas evidenciam mais ainda.

Então, resolvi vir contar para vocês sobre os corretivos que uso para dar uma disfarçada e não sair parecendo que não durmo há 3 dias. Engraçado que mesmo quando eu durmo uma quantidade razoável de horas, eu ainda assim acordo com elas aparecendo. Vai entender…

fakeup

Cor Light

O primeiro corretivo que uso depois da base/BB Cream é o Fake Up, da Benefit. Uso a cor mais clara e apesar da cobertura dele não ser mais pesada, gosto porque ele tem uma camada hidratante em volta da camada de cor. Então além de dar uma cobertura na região, ainda hidrata, o que, pra mim com pele seca e sensível, ajuda muito para os outros produtos porque eles acabam não craquelando. Em dias que as olheiras não estão tão gritantes e que a base já fez uma boa camada, passo só ele e saio feliz haha.

studiofinish

Cor NW20 / NC25

O outro corretivo que uso é o Studio Finish Concealer da MAC. Ele é mais espesso e faz uma camada mais grossa, mas ainda invisível, então não fica parecendo um reboque no rosto, hahaha. Gosto de passar ele por cima do Fake Up se as olheiras estão querendo aparecer demais, em alguns pontos vermelhos do meu rosto e, principalmente nas espinhas, porque o da Benefit não cobre tão bem essa parte.

Gostei de comprar o duo dele porque consigo usar uma cor em cada ponto do rosto ou então misturar as duas em algumas partes. Minhas cores aqui são a NW20 e a NC25. Como a nossa pele não tem uma cor totalmente uniforme, acho legal essas misturas, porque você vai encontrando o tom ideal para disfarçar as coisinhas chatas sem parecer que passou algo fora da sua cor.

amostras

Amostras: Fake Up / NW20 / NC25

Dá para notar algumas diferenças de tons entre eles – o Fake Up é o mais claro, mas a camada hidratante dele é sensacional, pena que não aparece na foto. O NW20 é um pouco mais quente, mas acaba sendo um pouco mais claro do que o NC25. Entre os dois, prefiro a mistura! haha. Nas fotos, com a maquiagem completa, a diferença entre estar só com um ou com eles em camada é bem sutil, mas na vida real, com luz natural, é enorme. Como vocês podem imaginar eu já joguei a caixinha deles fora faz tempo, então não tenho mais a composição de cada um, mas é fácil de achar pela internet 🙂 A Benefit vocês encontram no site e lojas da Sephora e nas lojas próprias em alguns shoppings. A MAC vocês encontram no site e lojas da própria marca e no site da Sephora também!

O Fake Up já é a segunda vez que eu compro, porque essa parte hidratante dele me agrada muito e o Studio Finish Concealer foi uma surpresa muito boa! Infelizmente aqui no Brasil eles são um pouco caros, mas aproveitei a viagem que fiz ano passado para comprá-los. Mas, assim, sou muito a favor de investir em alguns produtos, mesmo que sejam mais caros, se você testar e ver que o resultado é bom em você. Corretivo é algo bem chatinho de encontrar o ideal, mas ainda quero testar marcas que temos aqui. Quando eles acabarem, eu faço isso! =)

Por falar nisso, quais dicas de corretivos vocês podem dar pra mim e pro pessoal aqui que está procurando um produto novo?

Beijos! =)

Dia-a-Dia, Vamos Falar Sobre
27 nov 2015 • Por Giu Menezes

Ih, cortei! =) Um pouquinho sobre as fases do meu cabelo

Desde que me entendo por gente, meu cabelo sempre teve 3 características marcantes: liso, comprido e loiro. Tudo natural. E eu sempre gostei dele assim – não me dava trabalho, no inverno era só secar com o secador, sem precisar fazer escova, chapinha, luzes, nadica de nada. Sou preguiçosa para cuidar dele, porque tenho muito cabelo. Muito. Mesmo. Então dá para imaginar que quando eu descobri que tinha câncer e ia fazer quimioterapia eu meio que sim, me desesperei com a ideia e perguntei já na primeira consulta: “Meu cabelo vai cair?”.

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Giu pré tratamento: em 2006 e 2008

Vejam bem, quando conto hoje – e mesmo na época – eu entendo que a queda de cabelo é uma breve consequência de um tratamento que podia salvar minha vida e que parece muito supérfluo a ideia de ficar sem cabelo, mas vão por mim, não é. Vocês não imaginam o que é de fato ver seu cabelo cair e ficar sem nada na cabeça até acontecer. Aí vocês vão me dizer: “Mas isso é porque você era uma menina, uma mulher, então sente mais falta.” Não é bem assim, vi muitas crianças e muitos meninos com essa mesma dificuldade de aceitar também. Todo mundo tem um pouco de vaidade e uma coisa é você decidir raspar a cabeça pelo motivo que seja. Outra é você não ter a opção e ter que aprender a lidar com isso no meio de um turbilhão de sentimentos e sensações.

Acho que por eu ter 19 anos na época era mais fácil de entender o contexto geral do que me apegar a algumas coisas, mas chorei quando, no dia que eu ia para a faculdade (e ainda não tinha contado nada para ninguém de lá), fui pentear o cabelo e começou a sair tufos na escova. Dá um certo desespero. Mas decidi que era hora de cortar, ir aos poucos, então cortei bem curtinho. Não foi suficiente porque cortar não faz parar de cair e a cada manhã meu travesseiro acordava cada vez mais cheio de cabelo. Ok, chegava a hora de raspar.

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Em tratamento: só de chapéu e com a peruca (2008)

É bem estranho você se ver totalmente sem cabelo – por sorte minha cabeça era bonitinha haha. Mas eu meio que me acostumei. Ganhei uma peruca da minha prima, muito parecida com meu cabelo original, mas acabava usando mais quando ia sair, não pelos meus amigos, que já tinham me visto, mas pelos desconhecidos que cruzava na rua porque essa era uma das piores partes do câncer: a evidência física da doença parece que te separa das outras pessoas e isso me irritava muito. As pessoas te olham já com dó, como se você estivesse morrendo, sabe? Eu só era uma pessoa que estava doente e em tratamento, o que poderia acontecer em decorrência disso era outra história. Enfim, quando estava em casa ou no hospital eu usava um chapeuzinho ou ficava sem nada mesmo, porque gente, nunca imaginei que essas coisas esquentassem tanto. Acabei acostumando, e mesmo porque a gente fala muito da queda do cabelo, mas você meio que perde todos os pelos do corpo em tempos diferentes e teve uma época que minha sobrancelha estava tão falha que parecia que eu não tinha expressão. Era muito estranho.

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Cabelo crescendo! 2009 logo após o tratamento, 2010 com comprimento médio e 2015 já comprido

Tudo isso para contar que meu cabelo cresceu depois do tratamento. No começo mais escuro, um pouco enrolado pela falta de peso, mas cresceu. E foram várias fases vendo ele crescer, tipo cabelo de bebê, sabem? Depois de um tempo até deixei de usar a peruca para sair, mesmo porque, com o cabelo apontando não combinava em nada! No começo fiz luzes para voltar um pouco ao que eu estava acostumada, mas ele começou a clarear também e já faz mais de um ano desde que não retoco. Ele cresceu bastante também, o que eu sempre tive e gostei. Mas já faz um tempo que eu queria cortar para doar – existem lugares que fazem perucas a partir do cabelo natural de pessoas que doam mesmo – mas acabava perdendo a coragem por não querer deixar curto e não aguentar deixar crescer porque ficava sem corte. Afinal, demorou tanto para crescer né, por que cortar?

Bom, essa semana acordei focada em cortar de vez e fui ao salão. Mandei “Pode cortar, mas separa para doar”. E tcharaaaan, assim fiquei! 🙂 Quem me pergunta como eu finalmente criei essa coragem, eu só respondo “Cabelo cresce!”. E cresce mesmo!

giu_2015

Corte novo e o cabelo para doar!

O que vocês acharam?

Beijos =)