Os destaques do blog
Livros
28 jul 2016 • Por Giu Menezes

Um Dia, de David Nichols

Já faz muito tempo desde que li “Um Dia”, mas ainda não consegui superar o quanto esse livro tem uma das histórias mais interessantes, envolventes e que marcam. Ainda lembro de muita coisa como se tivesse acabado de ler ontem. Foi o primeiro – e até então único – romance que li de David Nicholls, mas já digo que o autor soube escrever de uma forma que te prende no primeiro capítulo e te faz querer devorar o livro em segundos.

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Tudo começa naquela noite que antecede a formatura. Emma jamais imaginou passar uma noite inteira com alguém como Dexter, mas sabe que a manhã seguinte que se aproxima vai ser o final dessa única noite. Os dias seguintes são sempre assim. Mas essa mesma noite tocou algo tanto nela quanto nele e a história começa a se desenrolar a partir daí. O inesperado acontece e Dex e Em resolvem manter contato – uma amizade um pouco estranha, mas que vai crescendo ao longo dos anos junto com aquele sentimento indefinido que nenhum dos dois sabe explicar.

Acompanhamos a história de Dexter e Emma ao longo dos anos, sempre no dia 15 de julho, o que dia que se conheceram. A cada ano a vida vai levando-os para um lugar que pode ou não ser o que imaginavam. Também os afasta e os trazem de volta, cada ano com uma nova surpresa na vida de um deles. Há anos em que se falam, em que se veem, em outros não. Enquanto isso, os dois vão criando expectativas, se frustrando, tomando decisões certas e erradas na vida adulta. O que nunca vai embora é aquele sentimento estranho, que surgiu em 15 de julho de 1988.

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O livro é dividido em cinco partes, começando com “Vinte e poucos anos” e contam com uma citação que remete à época da vida em que eles estão. A minha preferida é a primeira, de Charles Dickens. As décadas vão passando e se acumulando e ao ler você já sabe o que deveria acontecer, mas não acontece. É interessante também ver a vida dos dois, como duas pessoas tão diferentes conseguem levar uma amizade que vai e volta durante tanto tempo. São 410 páginas de puro envolvimento e emoção – alegria, raiva, desespero… Enfim, impossível não se envolver.

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Um filme foi lançado com Anne Hathaway e Jim Sturgess nos papeis principais e, apesar de saber que os longas nunca trazem toda a emoção das obras literárias, eu gostei bastante, porque ao assistir ia me lembrando do livro e já antecipando as cenas. Me tocou igual, mas recomendo ler o livro antes, principalmente por conta das surpresas finais.

Quem já leu? Gostou?

Beijos! =)

Séries e Filmes
26 jul 2016 • Por Giu Menezes

Para assistir: The Blacklist

Eu sei, dei uma sumida inaceitável! Poderia dizer que é porque as coisas andam muito corridas e eu praticamente não tenho muito tempo de sobra – o que é verdade. Mas acho que parei um pouco de escrever porque estava meio saturada e os 15mil afazeres que eu inventei para as minhas semanas foram somente desculpas. Não quero deixar isso acontecer de novo, já que escrever aqui me faz um bem incomparável, mas ainda não sei como será a adaptação dessa nova rotina.

De qualquer forma, voltei! E decidi voltar falando de uma série que comecei a assistir tem um pouco mais de um mês, eu acho, e estou adorando! “The Blacklist” é um dos meus novos vícios da Netflix.

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Raymond Reddington (James Spader) é um dos criminosos mais procurados pelo FBI e durante anos nunca foi pego até que em um belo dia ele resolve se entregar às autoridades com a promessa de entregar uma lista negra (daí o nome da série) dos piores criminosos que o governo nunca ouviu falar. A condição dele para ajudar o FBI no entanto, é que ele conversa apenas com a novata Elizabeth Keen (Megan Boone).

Keen é recém formada na academia do FBI, casada com Tom (Ryan Eggold), um professor do primário, e está para começar seu primeiro dia na agência, quando helicópteros e escolta vem buscá-la na porta de casa. Questionada sobre seu relacionamento com Reddington, Elizabeth diz que não faz ideia do porquê o criminoso gostaria de falar com ela dentre todas as outras pessoas. É aí que a história já começa a ficar intrigante.

No primeiro episódio, Red já entrega um dos nomes da lista e o FBI consegue ir atrás do criminoso, mas, o que mais envolve na série não são os vilões que eles vão atrás, e sim o possível relacionamento que fica no ar entre Reddington e Lizzy. O passado sofrido da agente é uma mistério já que ela não se lembra muito bem de um evento que aconteceu na sua infância e Red está particularmente interessado nessa questão. Além disso, muitos outros acontecimentos parecem estar interligados com a história dos dois. A cada episódio, uma nova teoria, apesar de ter uma que defendo fortemente desde o começo da série – mas não vou dizer qual para não dar spoiler haha.

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A série foi muito bem construída, apesar de no começo eu achar algumas cenas bem bizarras quando se trata de agentes do FBI, mas ok, eu assisto séries policiais demais e fiquei muito crítica, haha. O que prende mesmo é o enredo, as relações entre as personagens e, claro, todo o carisma de Raymond Reddington que é sensacional! Impossível não gostar do concierge do crime, como é chamado!

Dentre as personagens principais ainda contamos com Donald Ressler (Diego Klattenhoff) que se torna parceiro de Lizzy no FBI e desconfia dela nos primeiros momentos por conta dos pedidos de Reddington; Aram Mo30jtabai (Amir Arison), especialista em computação do FBI e uma das personagens mais engraçadas; Harold Cooper (Harry Lennix), diretor da força tarefa que envolve Red; e Dembe Zuma (Hisham Tawfiq), segurança de Reddington e muito amor envolvido hahaha.

As três temporadas da série estão disponíveis na Netflix. Estou quase acabando a segunda e já surtando com todos os acontecimentos! Quero nem ver quando acabar a terceira, que já ouvi comentários que foi bem tensa!

Quem aí já assistiu?

Beijos! =)